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¤ Layout feito por Mim
[Sexta-feira, Agosto 03, 2007]
Daniel Radcliffe
A fama e a riqueza não parecem desviar o ator de 17 anos de sua verdadeira paixão
Por: Rodrigo Salem, de Londres
Publicado em: 07/2007 - 241
A missão de conseguir a primeira grande entrevista de Daniel Radcliffe para a imprensa brasileira foi quase uma viagem no tempo e espaço. Nosso primeiro contato aconteceu nas filmagens de Harry Potter e a Ordem da Fênix, quando Dan finalmente pôde se sentar conosco sem a preocupação com o horário imposto pela justiça britânica aos astros mirins. Com o uniforme de Hogwarts no corpo, o ator parecia dono da situação, sempre respondendo a qualquer pergunta com certo gaguejar, mas seguido de uma eloqüência surpreendente. Obviamente, ele já estava nessa indústria há bastante tempo para se sentir confortável.
O que ele ainda não tinha feito nessa época era a peça Equus, na qual precisaria tirar a roupa na frente do público. “Um pouco de polêmica nunca faz mal”, brincou quando perguntei se não achava que poderia prejudicar a imagem do bruxinho amado pelas crianças. Ele tinha razão. Seis meses depois, sua foto como veio ao mundo começou a percorrer o planeta e nenhum fã de Harry Potter pareceu se importar com seu ídolo numa peça prestigiada no disputado circuito teatral londrino. O que ele demonstrara no set virou certeza ao encarar algo tão ousado: Harry Potter não era mais o mesmo.
Aliás, Harry Potter não era mais sinônimo de Daniel Radcliffe. Nos reencontramos quase um ano depois de passarmos o dia nos estúdios Leavesden. Desta vez, no meio do circo de mídia que é todo lançamento de um novo capítulo potteriano. Centenas de jornalistas do mundo inteiro eram separados em diversos grupos para acompanhar o sexto capítulo da saga, para dividir hotéis, para participar de coletivas de imprensa e até para pegar ônibus. No bate-papo, desvendamos bastante da personalidade desse inglês de 17 anos. Com vocês, Daniel Radcliffe.
Você disse que nunca havia sido tão exigido quanto em A Ordem da Fênix. Como assim?
Não vou dizer que os cineastas anteriores nos poupavam, porque não é verdade. Porém, David (Yates) surgiu em um momento no qual estávamos todos mais velhos e preparados para sermos exigidos. Ele não hesitava em dizer que aquilo não estava real o suficiente e que poderíamos fazer melhor. Quando você tem um diretor tão confiante, isso também nos deixava confiantes. Se ele acreditava, como não acreditaríamos em nós mesmos?
A Ordem da Fênix seria sobre o fim da adolescência de Harry Potter?
Não havia pensado dessa maneira. Apesar de ele estar mais maduro, acho que o filme é sobre como ele começa a se tornar um líder. Mas, agora que você mencionou, acho que está certo.
Neste filme, seu personagem precisa lidar com uma grande raiva. Isso foi um desafio em termos de atuação?
Boa pergunta. O que acontece é que muitas pessoas não gostaram de Harry no quinto livro. Mas não entendem o que ele passou nesses últimos anos. Então, o personagem ficou muito mais interessante de lidar, porque precisa encarar a solidão, pesadelos constantes e o fato de ninguém acreditar na sua história.
Todo mundo tem um sonho recorrente de se encontrar nu no meio de uma multidão. Para você, a experiência foi real. Qual foi a sensação quando abriu o olho em cima do palco em Equus?
Terror absoluto. É assustador. Perguntei para Gary Oldman se já tinha ficado nu em cima do palco e ele me falou: “Não mais. O que acontece é que você fi cará aterrorizado na primeira noite. Ficará aterrorizado na segunda noite. Mas, depois disso, ficará bem”. Foi exatamente o que aconteceu. Ainda acho que deve ser a situação mais desconfortável que alguém pode enfrentar, mas você precisa esquecer que a platéia está na sua frente. Como a gente não consegue ver o público, no escuro, não é difícil.
Extras
O que foi mais difícil para você: ficar nu no teatro ou beijar como Harry Potter pela primeira vez em frente às câmeras?
Obviamente, ficar nu na frente de mil pessoas (risos). Nunca me afastarei de Harry Potter, mas qualquer garoto que deseja ser um ator respeitado não recusaria o papel numa peça tão profunda e importante do teatro. Seria estúpido se recusasse. Foi uma decisão até óbvia. Beijar Kate (Leung) não foi complicado, foi um prazer. Não dá nem para comparar.
David Yates me contou que você exigiu fazer takes extras para a cena do primeiro beijo...
(Risos) Ele fica falando isso o tempo todo. Agora, está dizendo que foram dezesseis tomadas, mas no começo da semana estava anunciando para todo mundo que tinham sido trinta. O que aconteceu é que havia seis câmeras para capturar ângulos diferentes. E precisamos fazer seis takes em cada um dos ângulos. A partir desse ponto, virou a lenda que “Daniel Radcliffe exigiu tomadas extras na cena de beijo”. Com Harry Potter, as coisas parecem sair da proporção. Porém, sei que é uma ótima história. Depois da cena do beijo, eu, Emma e Rupert fomos para o salão comum da Grifinória e começamos a conversar. Você não imagina o monte de risadas que demos. Mas quando vi pela primeira vez a cena, não acreditei que David usou aquela tomada. É uma seqüência doce e emocionante.
Ao mesmo tempo, você é mais velho que o personagem que interpreta. Foi difícil voltar à sensação do primeiro beijo?
Não foi. Meu primeiro beijo ainda está bastante fresco na minha mente. Não foi particularmente difícil. Estávamos os dois nervosos, pois era a cena que todos os fãs estavam esperando, mas depois de alguns takes deu para aproveitar um pouco.
Quantos anos você tinha quando beijou pela primeira vez?
Hmmm.... 14 anos.
Mas não foi no set de Harry Potter?
Não foi (pausadamente). Isso seria uma grande manchete para você, não? (risos)
Harry precisa lidar com as garotas de outra maneira neste filme e Emma falou que você não entende como as meninas pensam. Você acha difícil entender as mulheres?
Acho que nenhum dos sexos tem dificuldade para compreender o outro. Não é verdade que não as entenda, mas fico realmente confuso na maior parte do tempo (risos).
Quando foi para a Austrália filmar December Boys, disseram que as meninas corriam atrás de você em Melbourne.
Eu sei, mas acho que me confundiram com algum jogador de futebol (risos). Foi bastante divertido o tempo que passei por lá. É incrível como o filme repercute ao redor do mundo. No Japão, temos muitos fãs. Na Austrália, sou reconhecido o tempo todo, mas como Elijah Wood (risos). Tudo bem, ele é um cara bonito (mais risos).
Teremos a oportunidade de ver um Daniel Radcliffe diferente neste filme?
Bem, acho que todo mundo terá a oportunidade de dizer o que gostou em relação ao longa. Pessoalmente, acredito que é um filme genuinamente com coração e ótimo. Não é algo sentimentalista. E as pessoas não poderão dizer que sou eu interpretando Harry Potter, porque é um personagem e uma performance completamente diferentes.
Você está ansioso pelo último livro?
Olha, acho que vou economizar cada palavra. Você não vai acreditar quanto tempo vou levar para ler esse livro, porque tem sido parte da minha vida há muitos anos. Marcou minha adolescência. Então, será muito estranho ler o que finalmente acontece comigo. É triste. Já fiz minha pré-encomenda na Amazon. E espero ganhar um desconto ao mencionar isso para você (risos).
Rupert (Grint) disse que Harry morrerá.
Ele também falou isso do personagem dele! Ele não faz a mínima idéia do que acontecerá. Ninguém sabe. Não quero nem pensar numa teoria, porque Jo (Rowling) viria com algo completamente longe do que imaginei e ainda mais incrível. No entanto, acho que seria muito corajoso matar Harry Potter. Seria mais realista e mais interessante. Para mim, a única maneira de Voldemort morrer é com Harry morrendo junto.
Qual sua sensação ao assistir aos primeiros filmes, quando tinha sete anos a menos?
É muito peculiar me ver daquele maneira. É como observar outra pessoa trabalhando no seu lugar. Mas, ao mesmo tempo, foi uma das experiências mais incríveis que já tive. É bizarro, claro.
Como você descreve os diretores que trabalham em Harry Potter?
Cada diretor é diferente. Chris Columbus trouxe tanto charme aos filmes e não vejo outra pessoa que pudesse iniciar uma franquia como ele começou. Alfonso Cuarón criou esse visual fantástico e um clima que não havia nos dois longas anteriores. Mike Newell veio com um senso de maluquice britânica bombástica. David, por sua vez, pegou todos esses elementos e combinou com uma ousadia grandiosa. É brilhante.
Seu aniversário de 18 anos não está tão longe. Você deve estar pensando em algo bem caro para se dar de presente. Falaram que ganharia um carro esportivo italiano...
Isso é invenção dos tablóides. Provavelmente, patrocinada pela Fiat (risos). Em relação ao presente, tenho acesso a meu dinheiro desde que completei 17 anos e não sou um sujeito gastador. No momento, a única coisa que me interessa é trabalhar. Rupert é que adora essas coisas...
Ele me falou. No entanto, disse que não tem ajudado a pegar garotas.
(Risos) Sério? Bem, eu consigo entender isso.
Você parece bem consciente de seu papel e longe de ser uma estrela hollywoodiana. A família tem algo a ver com isso?
Meus pais me apoiaram muito durante esses anos na série e não teria conseguido sem eles. Junto com meus amigos, me fizeram ter o pé no chão e nunca me deixaram ser arrogante. O fato de eles sempre falarem a verdade, sem se importar com quem sou fora daquele círculo, foi algo importante para minha formação.
Você adora música. O que está ouvindo hoje em dia?
Adorei os discos novos do White Stripes e Klaxons. Não saem do meu iPod. Também adoro Get Cape. Wear Cape. Fly., Bloc Party e The Fratellis. São fantásticos. Sempre que posso vou para os festivais para ver as bandas.
Não é complicado ir para esses lugares e começar um tumulto?
Ah, sempre vou acompanhado de meus amigos e eles, de certa forma me protegem. Tento usar boné para não aparecer tanto e o pessoal sempre está ao meu lado. O mesmo não posso falar do metrô. Tento evitar, porque se começar um alvoroço lá embaixo não existe uma saída fácil. Mesmo não sabendo dirigir, me levam de carro para onde preciso ir.
Emma Watson deseja cursar a universidade e quase não assinou para os dois últimos filmes...
O que o pessoal precisa entender é que um Harry Potter leva dez meses para ser filmado. Ela foi inteligente em pensar com um pouco mais de cuidado. Todos nós fizemos isso na hora de assinar, mas trataram a renovação dela com outra proporção. Ela estava certíssima.
Você guardou alguma lembrança das filmagens, um suvenir em especial que achou legal levar para casa?
Tenho a espada da Grifinória pendurada na parede de meu quarto. Não sou uma pessoa violenta, mas gosto da idéia de ter uma espada no quarto. Me deram uma de presente, presa a uma estrutura de madeira. Também comprei a pintura com a árvore genealógica da família Black.
Existe tempo para o amor quando se é um rapaz tão ocupado?
Ei, sempre há tempo para o amor (risos)!
Revista SET
Por Juli_chan
às [11:43 AM]
E saiu a melhor tradução do sétimo e último livro de Harry Potter
Harry Potter e as Relíquias da Morte
Pela AD-Armarda de Dumbledore
Divirtam-se!
Por Juli_chan
às [11:19 AM]