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[Quinta-feira, Novembro 29, 2007]


J. K. ROWLING
Parte da raiva de Harry agora é minha. Sete livros, sete perguntas.
The Volkskrant
18 de novembro de 2007
Tradução do holandês: Fee
Tradução do inglês: Virág Venekey

Quem você preferiria ter como filho, Harry ou Rony?
Quero ficar com ambos. Eu adoro Rony. Rony é o mais imaturo dos três personagens, mas na sétima parte ele amadurece. Ele nunca foi muito seguro, as pessoas o vêem principalmente como o amigo de Harry; a mãe dele queria ter uma menina e, no último livro ele finalmente enfrenta suas fraquezas. Mas são exatamente esses fatos que fazem do Rony um homem. Os outros também têm momentos importantes quando realmente crescem. Harry quando reage tão firmemente contra seu ex-professor Lupin quando ele decide abandonar sua família. Hermione quando ela é forçada a escolher entre Harry e Rony. Hermione nunca se perde das obrigações; ela sempre se mantêm focada no trabalho que tem que ser feito.

Todos os Weasley tem cabelo ruivo, exatamento como você em fotos antigas. Porque você mudou para loiro?
Eu adoro cabelo ruivo. Mas meu cabelo não é naturalmente ruivo. Eu não tenho muita certeza qual é a cor original do meu cabelo. É algo meio indeciso, muito chato e totalmente desinteressante.

Você acha os livros muito melhores que os filmes?
Eu acho que quando você trabalha naquele meio visual, algumas nuances se perdem. Não tem como fazer diferente. E os personagens parecem melhores no filme, o que eu jamais poderia imaginar, sem exceções. O último filme é o meu favorito. Porque os produtores realmente conseguiram captar o lado sombrio do livro.

Com quem você se parece?
Quando eu era jovem parecia com a Hermione, embora ela tenha também alguma características da minha irmã. Mas eu também consigo reconhecer muitas coisas do Harry em mim. Parte da raiva de Harry é meu, assim como sua frustração. Ele tem muito disso no quinto livro. O livro mais sombrio da série, onde ele perdeu tudo e ninguém acredita nele. Depois do meu primeiro casamento, eu também enfrentei um período assim, quando eu tinha a sensação de que estava tudo indo mau, quando eu tinha raiva de todos, me sentia fraca e não podia aceitar que não controlava os fatos. Mas isso também me deu força para lutar.

E tem alguma mãe que lembra você? Você não parece o tipo Molly Weasley.
Bem, um pouquinho, assim eu espero. Alguns anos atrás alguém escreveu: ela descreve a Molly Weasley como uma mãe que fica apenas em casa cuidando das crianças. Eu fiquei profundamente ofendida, porque até um ano antes eu também era o tipo de mãe que estava em casa o tempo todo cuidando de sua filha do mundo externo. O que pode ser mais difícil do que educar uma criança? E o que pode ser mais importante? Molly tem sete! Eu acho que Molly é uma mulher fantástica.

Ela comete um assasinato.
Sim, no sétimo livro ela mata Belatriz – ela é a única mulher no lado do bem que mata alguém. Eu vi Molly e Belatriz em lados opostos por um longo tempo; duas personagens completamente diferentes; que mostram, cada uma, um lado muito feminino do amor. O amor puro e protetor de Molly, e o amor perverso e obsessivo de Belatriz. Aqueles dois tipos de ernegia feminina uma contra a outra. Aquilo foi muito satisfatório de escrever.

Porque o Quadribol é tão divertido?
Porque é um esporte realmente feminino. Quatro bolas! Elas tem que procurar 6 aros diferentes. É multifuncional; coisas em que mulheres são boas. Elas sabem que existe mais de um objetivo na vida.

Ela não a teve de fato na sua educação, mas J. K. Rowling (42) é religiosa. Isso não apenas a levou aceitar a mortalidade, mas também gerou sete grandes best-sellers. A tradução do último; “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, estará nas lojas a partir da noite de hoje. Na livraria britânica “Waterstone” estão folhetos desesperados com o texto “O que ler depois de Harry Potter?”. Mas Joanne Rowling está muito longe do desespero. Com o seu cabelo no novo estilo loiro branco, e vestida com uma jeans e jaqueta de couro preta, ela se serve de café em um quarto de hotel da sua cidade natal Edimburgo.

“Todos os dias me sinto aliviada em ter terminado. O que vem depois disso eu não sei exatamente. Eu estou trabalhando em um novo livro infantil e em um livro para adultos. Um deles vai chegar em algum lugar; foi assim que comecei também com Harry. Mas no momento estou aproveitando tempo livre, e minha família”.

Aqui no hotel um homem acabou de passar vestindo um kilt. Seu marido também usa essas coisas?
Sim, ele têm alguns kilts. E ele os veste algumas vezes, em ocasiões especiais.

E ele não usa nada embaixo?
Nada mesmo. É por isso que kilts são tão engraçados.

Eu trouxe dois presentes para você. Um deles é da Ien van Laanen, que faz a arte da capa dos seus livros na Holanda; ela está mandando para você as originais.
Muito legal! As edições holandesas são as minhas favoritas, juntamente com as americanas.

O segundo é do seu editor holandês, Jaco Groot.
Jaco me manda frequentemente coisas interessantes, ele… ah, uma pedra! Mais um muito especial.

Você foi entrevistada por apenas um jornalista holandês nos últimos dez anos. Na Inglaterra você também deu poucas entrevistas. Você odeias entrevistas?
Não. De forma alguma. A razão pelo qual eu dou poucas entrevistas é que eu tenho pouco a dizer.

Alguma vez você já quis ser jornalista? Você sempre gostou de escrever?
Eu pensei nisso. Mas eu acho que tive bom senso o suficiente para perceber que não tinha o temperamento correto. Temperamento? Sim, acho que é isso. Você está sempre correndo contra o tempo, você tem que produzir. Com a escrita, o que importa é tempo e solidão. Jornalistas são tipos bem mais agradáveis do que escritoras. Vários dos meus melhores amigos são jornalistas.

Nos seus livros elas não são tão legais. Rita Skeeter é especialmente chata.
Meus amigos são normais. Um dos meus ex-namorados é um jornalista de música. Os outros também escrevem sobre assuntos sérios. Rita Skeeter é um produto legítimamente britânico. Nós estamos cheios desses tipos aqui. Eles escrevem um monte de mentiras sobre mim.

No primeiro livro da série Dumbledore destrói a pedra filosofal, a pedra mística que dá ao seu possuidor vida eterna. No livro final, Harry faz algo similar com a pedra da ressureição, uma pedra que traz de volta da morte. Ele joga-o na floresta.
Eu usei o simbolismo para mostrar que Dumbledore aceita a sua mortalidade. Quando ele percebe que essa mortalidade é que dá significado à vida, ele não está mais interessado na pedra filosofal. Harry vai mais longe ainda. Ele rejeita não apenas um, mas duas de suas armas mais potentes. Entre as três relíquias que ele consegue no sétimo livro; ele fica apenas com a capa de invisibilidade. Isto revela muito sobre ele, como Dumbledore fala para Harry: a magia real da capa não é que ele protege o seu dono, mas também outras pessoas. Harry não quer a Varinha das Varinhas, ele nunca quis poder. E ele joga fora a Pedra da Ressureição; assim como Dumbledore, Harry fez as pazes com a morte.

E você? Você vê a morte como o fim de tudo?
Não. Eu levo uma vida intensamente espiritual e mesmo que não tenha uma idéia muito clara e estruturada sobre ela, eu acredito que uma parte sua permanece viva de uma forma ou outra. Eu acredito em algo como a alma indestrutível. Mas para esse assunto nós teríamos que reservar umas seis horas: é algo sobre o qual eu teorizo bastante.

No final do livro sete, Harry tem uma longa conversa com Dumbledore. Ele está de fato morto, mas parece melhor e mais feliz do que em vida, num lugar bonito e luminoso que para Harry lembra a estação King’s Cross.
Você pode interpretar essa conversa de duas formas. Ou Harry está inconsciente e tudo que Dumbledore fala ele já sabe lá no fundo. Naquele estado de inconsciência, a mente dele vai mais além. Naquela situação Dumbledore é a personificação da sabedoria; ele vê Dumbledore dentro da sua cabeça e chega as conclusões certas. Ou então Harry está num lugar entre a vida e a morte. Daquele lugar Dumbledore e Harry tomariam caminhos opostos. Harry também vê o que vêm de Voldemort. Ele não sabe exatamente o que é aquilo que está no chão agonizando, mas não quer tocar; ele sente que é uma criatura profundamente má e perversa. É o único momento em que Harry, o herói do vulnerável, está na presença de alguém que está machucado e não ajuda.

Durante a sua procura Rony, Hermione e Harry falam de Dumbledore como se escutassem Deus. Eles acham que tem um grande plano por trás das ações e palavras dele; eles ficam desiludidos quando isso não se torna verdade.
Ele é um personagem complexo. Eu não vejo ele como um Deus. Eu queria que o leitor questionasse a parte de Dumbledore durante toda a história. Nós todos acreditávamos que ele era a figura de um pai amoroso. E de certa forma ele é. Mas ao mesmo tempo, ele é alguém que trata pessoas como fantoches; alguém que carrega um segredo obscuro do seu passado e alguém que nunca contou a Harry toda a verdade. Eu espero que o leitor vai gostar dele novamente no final. Mas que gostem dele do jeito que ele é, incluindo suas falhas. Dumbledore é divino? Não. Embora ele tenha algumas qualidades divinas. Ele é misericordioso e além disso justo.

Mas Harry é um tipo de Jesus. Ele precisa morrer para arrancar a humanidade do mau. Você fez dele um messias.
Sim, ele tem alguns traços de messias. Eu fiz assim de propósito. Ele é um entre um milhão… e eu falo “um homem” porque com as mulheres é diferente em relação a quem fica contra o poder e quem derruba o controle do poder. Isso faz dele o mais sábio entre todos.

Como ele pode ser assim?
Ele é o herói. Harry é apenas bom. Dumbledore fala isso para ele: “Você é um homem melhor do que eu”. Ele permanece um grande homem mesmo ficando mais velho. Porque ele aprendeu a ser humilde.

Você foi criada de forma religiosa?
Eu cresci oficialmente na Igreja da Inglaterra, mas na verdade eu era estranha na minha família. Nós não falavámos de religião em casa. Meu pai não acreditava em nada, e minha irmã também não. Minha mãe visitava a igreja ocasionalmente, mas isso era principalmente durante o Natal. E eu era muito curiosa. A partir dos 13, 14 anos, eu ia à igreja sozinha. Eu achava muito interessante o que era dito lá e acreditava naquilo. Quando eu fui para a universidade, fiquei mais crítica. Eu fiquei mais desconfiada da simplicidade das pessoas religiosas e ia cada vez menos à igreja. Agora estou no ponto onde comecei: sim, eu acredito. E sim, eu vou à igreja. Uma igreja protestante aqui em Edimburgo. Meu marido também cresceu protestante, mas ele vem de um grupo escocês muito rígido. De um que não podem cantar ou conversar.

O fato de você ir à igreja tornam mais bizarras ainda as duras críticas feitas pelos fanáticos religiosos.
Nos últimos dez anos sempre tiveram fundamentalistas que tem problemas com meus livros. O fato de que eles contêm magia e bruxaria já é suficiente, eles desprezam-nos. Eu não quero nada com fundamentalismo, de qualquer tipo; isso me assusta. Os fundamentalistas cristãs são muito ativos nos Estados Unidos. Uma vez eu estive cara-a-cara com uma pessoa assim. Eu estava numa loja de brinquedos com meus filhos e fui reconhecida por uma garota que ficou muito animada. O próximo acontecimento foi que um homem veio até mim e disse “Você não é aquela mulher do Potter?” Depois ele aproximou o seu rosto até mim e disse de forma muito agressiva: “Eu rezo por você todos os dias.” Eu deveria ter dito que era melhor ele rezar por ele mesmo, mas fiquei aturdida. Foi muito assustador.

Seus livros são sobre a batalha entre o bem e o mal. Harry é bom. Mas Voldemort é a maldade pura? Ele também é vítima.
Ele de fato é vítima. Ele é uma vítima, e fez as suas escolhas. Ele foi concebido forçadamente e sob a influência de uma paixão doentia, enquanto que Harry foi concebido com amor; eu acho que as condições sob as quais você nasceu formam um importante fundamento da sua existência. Mas Voldemort escolheu o mau. Eu tentei indicar isso nos livros; eu dei escolhas para ele.

Isso é tratado constantemente: fazer as coisas aos quais eles estão destinados, ou seguir suas próprias escolhas?
Eu acredito em livre arbítrio. Ou das pessoas que como nós estão em situação privilegiada. Para você, para mim; pessoas que vivem na sociedade ocidental, pessoas que não são reprimidas, que são livres. Nós podemos escolher. Os fatos acontecem, na maioria das vezes, do jeito que você quer. Você controla a sua própria vida. O seu livre arbítrio é extremamente poderoso. O jeito como escrevo sobre a professora Trelawney, a professora particularmente inadequada de adivinhação, conta muito sobre o que eu acho sobre destino. Eu fiz muita pesquisa sobre astrologia para compor a personagem dela. Eu achei tudo muito surpreendente, mas não acredito nisso.

Você trabalhou para a Anistia por algum tempo. Isso influenciou as suas idéias sobre o bem e o mal?
Na verdade é mais o contrário. Eu tinha opiniões sobre aquilo e por isso fui trabalhar para a Anistia. Eu fui assistente de pesquisa e trabalhei principalmente pela África. Até que fui burra o suficiente de deixar meu trabalho por um namorado. Voldemort é, claro, um tipo de Hitler. Se você ler livros sobre tipos megalomaníacos como Hitler e Stalin, é interessante descobrir como essas pessoas são supersticiosas com todo o poder que eles têm. É parte de suas paranóias, o desejo de tornar a si próprios maiores do que realmente são; eles adoram falar sobre destino e sorte. Eu queria que Voldemort também tivesse todos esses traços paranóicos. Mas o fato da profecia do quinto livro se tornar realidade no final é porque Voldemort e Harry escolheram isso. Não porque era destinado ser assim. A idéia Macbeth: as bruxas contam a Macbeth o que vai acontecer e ele faz acontecer.

Quando você decidiu fazer um paralelo com os nazistas? Com Voldemort, que defende a idéia do “puro sangue”, e com Draco Malfoy como um soldado jovem?
Eu pensei nisso imediatamente. Não sei como. Eu acho que a Segunda Guerra Mundial está ancorado na mente de todos, certo? Draco Malfoy parece realmente aquele tipo de garoto. Ele não teria matado Dumbledore, ele não poderia. Enquanto os fatos são imaginários, está tudo certo, mas uma vez que se tornam reais fica mais difícil. Não, o fato de eu ter dado cabelo loiro brilhante não foi porque queria fazer dele um nazista assustador. Você dá aos seus personagens a aparência que você acha atraente; por isso dei cabelos escuros para o herói, olhos verdes e oculos. Eu me casei com um homem que se parece assim.

O Harry do filme, Daniel Radcliffe, tem olhos azuis.
Eles poderiam ter dado lentes de contato verdes para ele, o que é muito desconfortável para um menino, mudar seus olhos digitalmente ou deixar ele do jeito que é. Eu me sinto agradecida por terem escolhido a última opção.

Nos seus livros, você descreve uma família perfeita, nominalmente a família Weasley. Se parece com a família na qual você cresceu?
Não, não. Não foi de forma alguma daquele jeito. Eu acho que busquei isso a minha vida toda, sempre quis uma família daquele jeito. Agora finalmente tenho uma, contudo com menos crianças. Eu acho a dinâmica de uma família grande muito especial; eu adorei os livros sobre os Kennedy e as dinastias similares. Eu sei que na realidade é bem menos romântico do que você pensou. Um dos meus amigos é o mais velho de doze crianças.

Sua mãe morreu aos 45 anos. Seu pai ainda está vivo; você o vê com frequência?
Não, não o vejo tantas vezes. Eu vejo muito mais vezes a minha irmã, mesmo sabendo que ela ainda está brava comigo por ter matado o Dobby. Ela sempre me disse que nunca iria me perdoar se eu matasse o Dobby ou o Hagrid. Mas Hagrid nunca correu nenhum perigo. Eu sabia desde o início que ele iria sobreviver. Porque eu sempre tive aquela imagem na minha cabeça do enorme gigante Hagrid caminhando através da floresta chorando com o Harry em seus braços. O pai de Rony de fato iria morrer no quinto livro. Eu não fiz porque achei que Arthur Weasley foi a maior figura paterna dos livros. Não poderia deixar Arthur morrer, simplesmente não pude fazer isso. Ele é o pai que todo mundo queria ter. Sim, eu também.

Todos os pais nos livros ainda estão juntos. Você chegou a pensar em escrever sobre uma mãe solteira? Você estava sozinha quando começou Harry Potter.
Eu planejei os pais de Hermione como divorciados. Mas pareceu tão estranho, não pertencia à história. Era uma sub-trama que não chegaria a lugar algum. Dino Thomas veio de um lar separado em todo caso. Mas eu fiz muitos cortes na linha de história dele. Eu criei este mundo enorme, para cada personagem eu criei um passado; mas eu não pude usar tudo. Até eu tive que fazer escolhas. E no final das contas é um mundo infantil.


Por Juli_chan às [6:17 PM]


HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
Produtores e elenco discutem próximos filmes
Edmonton Sun ~ Bruce Kirkland
29 de novembro de 2007
Tradução Inglês: Raquel Monteiro

LEAVESDEN, HERTFORDSHIRE, INGLATERRA – Como uma franquia de sete filmes, Harry Potter é um milagre de elenco.

“É uma coisa memorável”, diz David Yates, diretor de Harry Potter e a Ordem de Fênix, devido, em DVD no dia 11 de Dezembro, e Harry Potter e o Enigma do Príncipe, agora sendo gravado nos Estúdios Leavesden, anteriormente uma fábrica de motor de aviões da Rolls Royce.

Cada jovem estrela – Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint – cresceu em frente às telas e cresceram nos seus papéis como atores (Yates agora os chama de prós experientes).

Cada um continuou o curso, apesar de Watson ter suas próprias duvidas sobre sua dedicação a profissão (essa fase já passou, ela diz).

Nenhum se tornou um espetáculo público de mau-comportamento ou um escândalo relacionado a drogas e álcool. Não como Drew Barrymore, uma alcoólica aos nove anos depois de estrelar E.T.: O Extraterrestre. Ou Lindsay Lohan, aparentemente em recuperação depois de cada filme.

Os jovens de Potter evitaram as festas de Hollywood e ficaram limpos na Inglaterra, onde uma mídia voraz por celebridades descobre toda transgressão. Então eles devem estar fazendo algo certo.

“Chris Columbus merece muito crédito por contratar quem ele contratou,” diz o produtor David Hayman, o qual atribui a isso bom instinto e uma boa sorte. O trio principal foi escolhido pelo diretor americano, que dirigiu os dois primeiros Harry Potters.

“Obviamente eles não foram às únicas opções que ele teve. Essas foram às escolhas que ele fez e eu serei eternamente grato a ele por isso.”

O Yates de fala calma elogia suas jovens estrelas. “Eles são crianças notáveis, realmente,” ele diz a Sun Media. “Eles são muito realistas. Eles são muito talentosos. Eles são crianças adoráveis. Então é um talento muito especial ser capaz de escolher eles. É por isso que eu vou comprar para ele (Columbus) um pint (medida inglesa)… ou dois.”

O profissionalismo deles aparece também em sua dedicação ao novo DVD da Ordem de Fênix, no qual eles ultrapassam as expectativas normais e dão aos fãs um discernimento sólido na historia da franquia.

“Eu não acho que a franquia, de um modo, precisa de alguma justificava porque é uma coisa enorme de qualquer modo,” diz Radcliffe de 18 anos, nascido em Londres ao Sun Media numa entrevista coletiva no set do Enigma do Príncipe. “As coisas não ficam tão grandes sem um mérito.”

Mas, eu acho, isso (o trabalho extra no DVD) é quase provar para as pessoas que nós estamos, de fato, levando isso seriamente. Mas seriamente do que as pessoas provavelmente assumiriam. Eu levei muito a serio quando eu tinha 11 e (crescendo no papel de Harry Potter) eu tenho levado mais e mais seriamente.

“Então, pra mim, é só sobre deixar as pessoas saberem que eu sou incrivelmente sério e apaixonado com isso – essa série de filmes – e o quanto eles representam pra mim. Se você está envolvido em algo a mais de sete anos agora, você quer poder falar sobre isso articuladamente e explicar porque ama isso, explicar porque você ama tanto estar envolvido nisso.”

Crescer nas telas como Hermione Granger tem sido estranho para a Watson de 17 anos, que nasceu em Paris mas foi criada na Inglaterra.

“É engraçado porque aconteceu comigo quando eu era tão nova,” Watson conta ao Sun Media. “Você quase não nota que está crescendo quando está acontecendo, mas eu acho que foi isso que aconteceu, realmente. É muito peculiar olhar para trás e ver o quanto eu mudei e o quanto eu cresci e como eu parecia antes de isso tudo acontecer.

“Mas, de um modo, é com isso que as pessoas se identificam. Faz disso uma jornada real – uma jornada realmente real – porque nós estamos literalmente crescendo com os personagens.”

A navalha-afiada Watson respeita os profundos temas que a autora J.K. Rowling teceu nos sete livros Potter, temas transportados para os filmes.

Para um divertimento tão grande, é muito profundo. É muito complexo. É por isso que eu não os chamaria de livros para crianças. Eu os chamaria de livros para adultos também porque genuinamente eles podem ser lidos por todas as idades.

Tudo sobre o livro, tudo sobre o mundo de J.K. Rowling, é pensado até o último detalhe. Você pode ver os feitiços e eles são em Latim e eles realmente significam o que eles fazem. E os nomes são tão interessantes e eles são únicos e diferentes e cada um tem sua própria historia. Como ela inventou tudo isso é incrível.

“No fim de cada livro, é quase como uma fábula de Esopo. Toda vez, todo ano, tem uma lição que Harry aprende, então o leitor também aprende.” Sem leitura. “Exatamente! Então não se torna cansativo.”

Sobre atuar no futuro, Watson é agora perita. “Eu fiz um filme para a BBC, chamado Ballet Shoes, no verão. Ter uma experiência fora de Harry Potter realmente me ajudou. Eu acho que isso me convenceu que é aqui que eu deveria estar e é isso que eu deveria estar fazendo: Que eu quero ser atriz.”

“Mas eu acho que eu precisava ter uma experiência fora de Harry Potter porque, de um modo, me arrancou da obscuridade e me deu esse papel. Quero dizer, eu sempre quis isso mas nunca pareceu como uma decisão que eu fiz. Isto só aconteceu comigo. Eu senti como se eu tivesse ganhado na loteria. Então eu meio que sempre me perguntava superficialmente.”

O Grint de 19 anos, um garoto local da cidade Hertfordshire de Stevenage, não tem nenhuma duvida de carreira quanto a fazer Rony Weasley. Meio que isso. Em sua entrevista, Grint usa uma linguagem como “meio que”, “realmente” e “legal” repetidamente. E ele ama a franquia Harry Potter.

“Tem sido uma experiência incrível,” diz Grint. “Eu aproveitei meio que todo momento disso. Tem sido irado. É triste, realmente, porque é como se chegasse a um fim agora com o sétimo (Harry Potter e as Relíquias da Morte, será feito em 2010) no caminho. Está quase tudo acabado. Eu acho que sentirei falta. Mas eu meio que vou continuar depois disso.”

Cada um dos três já fez outros trabalhos, na maioria filmes, fora de Harry Potter. Radcliffe esteve também no palco (e nu) em uma restauração Londrina da peça Equus, o qual ele irá estrear na Broadway em 18 de Setembro de 2008, para uma apresentação mais longa. Cada ator pode estar encaminhando para uma longa e sólida carreira.

“Eu acho que tem um crédito enorme aos produtores e um grande crédito aos familiares deles,” diz Imelda Stauton, uma indicada ao Oscar por Vera Drake e nova na franquia com Ordem da Fênix. Ela também dá crédito às crianças por seus esforços.

“Essas crianças trabalharam duramente por todos esses anos, no set e fora do set na escola. É um trabalho duro para elas e eu acho que elas têm feito com muita graça e habilidade e humildade. Elas são tão profissionais. Isto é que (você tem de ser). Não há nenhum tempo de fazer nada!”

Fonte: Potterish

Por Juli_chan às [3:34 PM]


http://www.fanfiction.net/s/3755153/1/Chocolate
Traduzir

Por Juli_chan às [3:23 PM]


[Segunda-feira, Novembro 05, 2007]

BONNIE WRIGHT, EVANNA LYNCH E MATTHEW LEWIS
Gazette.uk - Joanne Mace
18 de junho de 2007
Tradução: Patricia Abreu



ESSE é um grande ano para os fãs de Potter.

Assim como o lançamento do sétimo e ultimo livro de J. K. Rowling, Harry Potter e as Relíquias da Morte à meia noite de sexta feira dia 21 de julho, o filme adaptado do quinto filme chega aos cinemas na semana anterior, sexta feira 13 de julho. (11 de julho no Brasil)

‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’ reúne o antigo elenco a alguns rostos novos, sendo os mais notáveis de Helena Bonham Carter como Belatriz Lestrange e Imelda Staunton como a temida Dolores Umbridge, que substitui Dumbledore como diretora de Hogwarts.

Dirigido pelo aclamado britânico David Yates, o trailer já está arrepiando os fãs e o país.

Em Londres, esse ano, eu e mais cinco jornalistas tivemos o privilégio de entrevistar três dos alunos de Hogwarts que dão um passo a frente nesse novo filme.

Eles podem nos dar uma visão única do que está por trás das cenas do que poderá se tornar a franquia cinematográfica mais bem sucedida na história do cinema.

A atriz de 16 anos BONNIE WRIGHT interpreta a irm<ã mais nova de Rony, Gina Weasley.

Além dos filmes de Harry Potter, Bonnie estrelou duas produções televisivas: “Agatha Christie; a Life in Pictures (uma vida em imagens)” onde ela interpretou a jovem Agatha Christie e como Sarah Robinson em Náufragos.

Bonnie também toca guitarra, saxofone, canta, dança ballet e dança contemporânea. Ela adora arte, Inglês, ouvir música, assistir filmes, surfar, pedalar e jogar futebol, hockey e tênis.

BONNIE WRIGHT

P: Como foi estar mais sob os holofotes quando Gina se tornou mais proeminente?
R: Nos primeiros livros, ela era apenas a irmãzinha da família Weasley, mas nos últimos, ela começou a aparecer mais sozinha.

Foi mais divertido filmar esse onde a personagem de Gina se desenvolve. Nós seis vamos ao Ministério da Magia e foi realmente interessante fazer parte disso. Gina está um pouco mais confiante – eu definitivamente gostei disso.

Comecei com nove anos e tenho dezesseis agora. São nove meses desde o início das filmagens até o filme sair e acho que aproveito mais agora porque eu cresci junto e quando nós estamos gravando é uma atmosfera realmente agradável. Nós vamos começar o sexto filme no começo de setembro.

Quando todos nós voltamos para o próximo filme é como voltar das férias de verão, todos ficamos tipo ‘oh, como você cresceu’. Nós nos mantemos em contato quando não estamos gravando. Cada um mora em uma parte da Inglaterra, mas nós deixamos os outros saberem de nós, como estamos na escola e essas coisas.

Estou interessada em fazer mais coisas porque acho que gostaria de um novo desafio. Meus exames estão chegando e é meio complicado encaixar tudo.

P: Você sente que perdeu alguma coisa, tendo passado tanto tempo no estúdio?
R: Eu não perdi nada na minha educação e, por sorte, moro em Londres, então não tive que ir para longe de casa ou dos meus amigos e isso realmente ajudou. Os outros, eu realmente os admiro por passarem tanto tempo longe de casa.

Eu não acho que tenha perdido nada que eu vá me arrepender porque consegui me manter em contato com todos os meus amigos. Por sorte quando volto à escola, todo mundo está de bem comigo por isso.

Acho que foi até benéfico em alguns pontos. Quando você está na escola, alguns assuntos precisam de muita discussão, como quando você lê um livro e todos discutem sobre ele. Mas eu acho que quando se está sozinho com o professor, você pode aprender muito em uma hora. Não há distrações e você tem que se concentrar.

Obviamente quando não estamos filmando, nós somos arrastados de volta para os tutores para passar nossas horas com eles.

P: É um tipo alternativo de educação passar a maior parte dos seus anos de formação em um estúdio?
R: Eu acho que é uma experiência incrível assistir tudo isso acontecendo, porque é um filme tão grandioso, o nível mais alto de intensidade e todo mundo é o melhor em seu campo. É maravilhoso aprender com eles. Quando você está num estúdio, acho interessante conversar com pessoas diferentes, o departamento de câmera, perguntar sobre as coisas e o que elas fazem e eles realmente são abertos para conversar.

Realmente gosto de atuar, mas não era algo que eu pensava ‘oh, quero ser uma atriz’. Eu sempre quis ir a uma escola de arte e ainda quero, então talvez possa trabalhar no departamento de arte, ou ser produtora de design ou de figurino. Isso seria realmente interessante.

Cada novo diretor trás também uma nova energia para o filme. David Yates tem uma visão clara do que ele queria para o filme e ver isso é realmente interessante. O que nós mais falamos foi sobre como Gina se torna mais confiante e mal-humorada - ela não é mais uma menininha.

P: O que é bom de ser uma Weasley?
R Nós temos uma cena de natal no Largo Grimmauld e tem uma atmosfera meio sombria, mas a nossa trás um pouco de vida pra lá, um pouco de cor. Acho que o humor na família Weasley deixa as coisas mais vivas.

Julie Walters, que faz a Sra. Weasley, é realmente aberta e amistosa com todos nós – ela gosta de criar esse círculo familiar em volta de nós. Ela é espumante no estúdio.

P: Você foi assistir Daniel Radcliffe, que faz o Harry, em Equus na West End?
R: Eu vi e adorei. Para ele foi definitivamente bom, porque é tão fácil ficar rotulado como um ator mirim, e acho que foi uma boa mudança. A peça foi simplesmente ótima – eu fiquei envolvida com tudo aquilo.

P: Como é assistir os outros filmes de Potter, considerando como você era jovem neles?
R: Eu na verdade não os assisto há tempos. É você lá, mas é quase como se fosse porque quando eu olho, eu penso ‘sou eu mesma? Estou tão pequena’!



EVANNA LYNCH

A menina tímida e de fala mansa de 14 anos EVANNA LYNCH interpreta Luna Lovegood, a amiga de espírito livre, mas tremendamente fiel a Harry e integrante determinada da Armada de Dumbledore.

Evanna voou de sua casa perto de Dublin e viajou para Londres para enfrentar 15.000 outras jovens esperançosas em uma audição aberta.

Mas a diretora de núcleo Fiona Weir soube assim que a viu que “só havia uma Luna”. E apenas algumas semanas depois, Evanna se juntou à produção para o papel.

Quando não está filmando, Evanna gosta de ficar em casa, particularmente com seus animais de estimação, que incluem gatos chamados Luna e Dumbledore.

P: Como é ser um fã e de repente estar no estúdio?
R: Tinha esse sentimento o tempo inteiro de que não devia estar entre essas estrelas, esses profissionais. Eu estava tentando manter uma distância, porque queria ver todos. Eles querem que você se sinta em casa e seja parte de tudo, e isso se tornou normal bem rápido. Eu sei que tinha me preparado, pensando, vai ser assim, mas foi mais como um sonho.

Eu era uma pilha de nervos. Não esperava isso porque durante os testes de vídeo, eu estava bem, estava pronta. Achei que ia ficar atrapalhando todo mundo porque não sabia as falas, mas você realmente só precisa de algumas cenas para se acostumar.

P: O que a Luna tem que te fez pensar ‘esse é o papel pra mim’?
R: Foi só porque ela é feliz, ela tem tudo resolvido, ela é como Dumbledore – não precisa de ninguém. É feliz sendo livre. Queria ser tão livre assim.

Assistindo os filmes, eu sempre pensava em como seria legal estar em Harry Potter e fazer disso o seu trabalho, mas antes da Ordem da Fênix, não sabia quem seria, então achava que só ia assistir.

Então chegou 2003, 21 de junho, lá estava ela – eu queria tentar a Luna. Não sou de sentar e esperar o destino resolver as coisas, então chamei meus amigos e fiz um vídeo. Eles foram Harry e Rony – eles foram muito bons, muito pacientes – e eu a enviei. Acabou que a fita não deu em nada porque eles não podem lidar com todas as inscrições individuais, porque são muitas, mas no mesmo dia eu recebi uma carta, entrei no Mugglenet e lá estava dizendo que as audições para Luna Lovegood estavam abertas.

P: J.K. Rowling te conhece pelas suas cartas e aparentemente disse que você será perfeita no papel – isso te assusta?
R: Se ela está feliz com você fazendo uma personagem dela, isso é uma honra. Ela ainda não viu, só está falando por ter me conhecido, então é realmente apavorante. Sempre fico imaginando o momento que ela vai assistir e tenho pesadelos em que ela simplesmente vai embora. Eu não quero saber o que os fãs de Potter pensam de mim – sempre vai haver alguém que não gosta – e isso só iria me chatear. Se estiver feliz com isso, só importa que eu tenha feito a minha visão de Luna.

P: Soube que você é fã de Tim Burton – deve ser um sonho então que esse também seja o primeiro filme de Harry da parceira de Tim, Helena Bonham Carter?
R: Estava tão tímida com isso. Às vezes ela estava na cadeira de maquiagem ao meu lado e eu estava pensando no que dizer a ela, então ela levantava e ia embora. Eu não queria dizer ‘oh, eu amo seu marido!’ ou parceiro ou o que for. Disse a ela e ela respondeu ‘você tem que aparecer pra um chá qualquer hora’. Não sei como lidar com isso. Com sorte, ele estará na estréia.

Tinha outra moça fazendo Belatriz antes de Helena, mas ela engravidou e eu não a conheci, mas todos falam bem dela. Quando me disseram que Helena teria o papel, eu fiquei entusiasmada e pensei que ela seria perfeita. Ela é maravilhosa e o papel é ideal pra ela.

Uma vez ela tinha que segurar o Matthew pelo cabelo e se empolgou tanto que acabou colocando uma varinha no ouvido dele e ele ficou sangrando. Depois estava surdo por dois dias! Mas só em um ouvido.

Outra vez era aniversário do filho dela e ela trouxe vários bolos que ela mesma fez. Ela não é a Belatriz!

Imelda como Umbridge é perfeita. Ah, ela te faz rir demais. Eu não vi muitas das cenas dela, mas em uma, ela está fazendo um discurso horrível e fala algo terrível e dá uma risada aguda. Como a Helena, ela é tão diferente na vida real. Era o adulto mais simpático, sempre perguntando como você está.

P: O que você acha que vai acontecer no livro sete?
R: Voldemort vai morrer e Harry vai viver e morrer. Vai passar pelo Departamento de Mistérios no All Hallows Eve (noite do Dia das Bruxas).

Espero que eles voltem para o mundo dos vivos. Ele não teve uma vida muito divertida e precisa de uns anos livre de Voldemort.

Não gostaria de pegar o livro sete antes da hora. Há vezes que pergunto coisas a Jô, pergunto e penso que, na verdade, eu não quero saber!



MATTHEW LEWIS

Nascido em Leeds e com 16 anos, MATTHEW LEWIS volta para seu papel como Neville Longbottom em Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Matthew atua desde os cinco anos, quando entrou em um clube de artes performáticas. Ganhou o papel de Neville em um teste na sua cidade natal.

Matthew já trabalhou em diversos programas de TV, como: Heartbeat, City Central, Where the Heart Is, Sharpe, Emmerdale, Dalziel & Pascoe e Some Kind Of Life…

P: Como acabei de falar com Evanna, preciso te perguntar primeiro sobre o incidente da varinha com Helena.
R: Nós estávamos fazendo uma cena no Ministério da Magia onde ela estava segurando Neville como refém e Helena interpreta muito bem, parecendo sádica e louca. Ela estava mexendo a varinha em volta da minha cabeça, me provocando, e eu a puxando com medo. Ela então colocou a varinha na minha orelha e o médico teve que vir olhar e fiquei dois dias surdo, o que foi muito esquisito. Ela pediu muitas desculpas e agora já escuto bem!

Foi divertido – sempre gostei de fazer o Neville porque ele dá esse alívio cômico aos filmes, e adoro fazer as pessoas rirem. Esse ano fiz isso e também tem muito drama e emoção quando ele conta a Harry sobre seus pais. Não só trabalhei mais e em mais cenas, mas também o trabalho teve uma natureza mais diversa, o que foi divertido. Espero que continue assim até o sétimo filme.

P: Visto que você é obviamente vaidoso, o Matthew tem uma aparência muito diferente da do Neville em carne, você é muito mais na moda, é divertido representar um personagem tão diferente de si mesmo na vida real?
R: É um pouco estranho porque nunca tive problemas na escola. Eu era bastante confiante e nunca me intimidei, mas muita gente veio me dizer que era ameaçado na escola e que ver o Neville os influenciou em suas vidas e os ajudou. Então isso me deu inspiração para continuar agindo direito.

Não quero dizer que sou um talento natural (ele ri se depreciando), mas os livros são tão bem escritos que não é preciso fazer uma pesquisa. Você pode simplesmente ler como Rowling escreveu e fazer daquele jeito.

É surpreendente quantos fãs dizem que ele é seu personagem favorito. É realmente bom pensar que você está fazendo o personagem favorito dessas pessoas, que elas têm nas suas cabeças desde os livros. E dizerem que você está fazendo direito, é soberbo.

Tenho muita sorte de não parecer com o Neville, pelo menos não acho que pareça. Perto de Leeds, as pessoas me reconhecem. Mas ainda posso ir ao shopping. Eu meio que consigo ter o melhor dos dois mundos.

P: Eu soube que você é fã do Leeds FC – foi ano difícil para torcedores, já que o time caiu da Premiership para a League One de futebol.
R: Não ligo de falar sobre isso – eles quebraram meu coração duas vezes em um ano. Mas vamos voltar, na próxima temporada.

Adoro jogar futebol. Nós não podemos jogar durante as filmagens, infelizmente, eles não querem uma perna quebrada nem nada, mas eu adoro. Como estive fora, perdi muitas oportunidades de jogar. Eu gosto muito de peladas – definitivamente é um dos meus principais hobbies.

Sempre me perguntam o que quero fazer entre os filmes de Potter, e eu só quero relaxar. Também tenho trabalhos de escola, então recupero essa parte. Fico com tanta saudade de casa estando em Londres o tempo inteiro, então só quero ficar com meus amigos. Quero poder ter meu próprio cabelo por um tempo, sair com o pessoal, estar com meus amigos.

P: Há um plano de mudança do norte para Londres?
R: Provavelmente isso será necessário no futuro. Terei que considerar isso, mas ainda não. Eu amo demais Leeds e seria uma viagem triste passar pela Elland Road toda semana.

Precisarei trabalhar para ter um sotaque RP, eu acho. Mas é legal ser diferente também, sabe.

P: Você está com uma camiseta do Stone Roses – você é fã de música retro?
R: Sim, Stone Roses, Oasis, The Verve, Blur – eu adoro o Britpop dos anos 1990. Liam Gallagher veio ao estúdio e trouxe seus filhos. Eu trabalhei de segunda a quinta, acredite, e ele veio na sexta. Não cheguei a conhecê-lo e fiquei chateado por isso.

Tanto eu quanto o Dan (Daniel Radcliffe) gostamos de coisas mais antigas, rock n roll, nós simplesmente amamos. Ganhei VIP para o Kaiser Chiefs que foi fantástico e eles também são fãs do Leeds.

P: Você acha que o Neville vai morrer?
R: Muita gente vem me dizer ‘você vai morrer, cara’. Saúde! Mas eu gosto de pensar que ele vai lutar até o fim. Se ele realmente morrer, eu gostaria que fosse realmente heróico, salvando a vida de outra pessoa.

Por Juli_chan às [10:02 PM]